A programação contou com o plantio de um baobá pelos estudantes, como símbolo de crescimento, força e esperança para o futuro. Árvore de grande importância histórica e espiritual para diversos povos africanos, além de uma contação de história que abordou a ancestralidade, os processos de resistência e a riqueza da tradição oral dos povos africanos.
Durante a contação de história, as crianças ouviram sobre o percurso forçado dos povos africanos até o Brasil, ressaltando que eles possuíam saberes, profissões, cultura e legados que foram violentamente interrompidos pela escravidão. A narrativa destacou ainda a força da resistência, essencial para a preservação das tradições que atravessaram gerações, como a oralidade, elemento central para a transmissão de ofícios, valores e memórias, simbolizado na história da personagem protagonista apresentada às turmas.
A coordenadora de Direitos Humanos, Gênero e Étnico-Racial da SEEPA, Débora Nascimento, explicou que o movimento começou no mês de maio, com várias ações desta coordenação, e ressaltou que isso é um desejo da Secretaria de Educação, de que não seja vivenciado apenas no 20 de novembro, mas todos os dias dentro das salas de aula. Na ocasião, ela destacou a importância da ação, que foi iniciada no mês de novembro com o Projeto Árvore da Ancestralidade e Identidade e culminou neste plantio significativo.
“Hoje, esse plantio se concretiza com as crianças, como a gente gostaria que fosse, porque é muito importante compreender que elas vão crescer junto com essa árvore. Elas levarão essa lembrança, essa memória afetiva de saber que foram elas que plantaram. Isso vai se perpetuar”, explicou Débora.
A gerente pedagógica, Panmella Dias reforçou o papel da escola e das vivências formativas no fortalecimento da identidade, no senso de pertencimento das crianças e na construção de uma educação antirracista. “Quando a escola proporciona experiências como esta, ela amplia as possibilidades de aprendizagem e ajuda a formar cidadãos mais conscientes. O plantio do baobá não é apenas um ato simbólico, é um gesto de compromisso com a história, com a cultura, com a educação ambiental e com o futuro”, reforçou.
O baobá, agora plantado no Ecoparque Paineiras, passa a integrar o espaço como símbolo de resistência, ancestralidade e coletividade. Para as crianças, representa também o início de uma relação afetiva com a natureza e com as histórias que ajudam a compreender quem somos enquanto sociedade.
Fotos: Juan Marques/SEI e Letícia Marques/SEEPA

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