27 de abril de 2026

Paulista promove ação de conscientização sobre autismo em Jardim Paulista


A Prefeitura do Paulista deu continuidade, nesta segunda-feira (27), às ações do Abril Azul com a realização de uma palestra de conscientização sobre o autismo no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS II), localizado no bairro de Jardim Paulista. A iniciativa tem como objetivo levar informações básicas às famílias e às pessoas que convivem com pessoas autistas.

Coordenadas pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Política Sobre Drogas, Direitos Humanos e Juventude, as ações já passaram pelos bairros de Torres Galvão e Janga, chegando agora ao Jardim Paulista. A secretária da pasta, Jeieli Santos, destacou a importância do contato direto com a população e o papel do CRAS como porta de entrada para esse processo de conscientização.

“É muito importante trazer à tona cada vez mais essa temática para sabermos como lidar com as pessoas que têm essa especificidade e incluí-las. E isso só vai acontecer com a conscientização de toda a população. Nossa porta de entrada, o CRAS, funciona como uma assistência diferenciada para que através dele a gente consiga atingir o máximo de pessoas possíveis”, disse.

De acordo com a coordenadora do CRAS II, Priscila Marçal, a ação também reforça o compromisso do município com a garantia de direitos das pessoas autistas. “As palestras são uma forma de garantir direitos, porque, a partir do momento em que a sociedade tem conhecimento, ela sabe onde buscar essa garantia de direitos”, pontuou.

Entre os participantes da palestra, esteve Priscila Santos, de 36 anos, mãe atípica de dois adolescentes, de 14 e 17 anos, além de responsável por um sobrinho de 7 anos, que está em processo de investigação para possível neurodivergência. Ela destacou a importância de iniciativas como essa para o acolhimento das famílias.

“Acho muito importante levar essas palestras ao CRAS. Muitas pessoas não têm conhecimento sobre como lidar e conviver com pessoas autistas. O maior desafio hoje que nós, mães atípicas, enfrentamos é o cansaço físico e mental, além da falta de respeito e de inclusão. E aqui no CRAS eu me sinto acolhida e amparada”, relatou.

Foto: Juan Marvin / SEI

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