O Serviço Geológico do Brasil (SGB) apresentou, nesta segunda-feira (23), no auditório do SENAI, em Arthur Lundgren I, o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), com mapeamento estratégico das áreas vulneráveis de Paulista. O documento é considerado um instrumento estratégico para a gestão preventiva de desastres e intervenções em áreas vulneráveis do município.
De acordo com os dados apresentados durante o evento, o Brasil já conta com 150 Planos Municipais de Redução de Riscos em áreas urbanas vulneráveis, sendo 120 em fase de contratação e 30 em execução. Parte desses planos é desenvolvida em parceria com universidades e a Fiocruz, enquanto o Serviço Geológico do Brasil atua diretamente em 10 projetos. Além disso, outros 120 planos estão previstos nacionalmente por meio de cooperação técnica com empresas.
Em Paulista, o plano foi construído em quatro etapas iniciadas em outubro de 2024 e encerradas em maio de 2025, envolvendo a Defesa Civil municipal, a Secretaria Nacional de Periferias e o Serviço Geológico do Brasil.
A geóloga e pesquisadora do SGB, Débora Lamberty, explicou a importância do documento para o município.
“Esse é um plano muito estratégico, porque funciona como um raio-x de todas as áreas de risco, com reconhecimento, mapeamento, classificação e categorização dessas áreas. Não é apenas a cartografia, mas também um plano de intervenções para mitigar esses riscos”, destacou.
Segundo ela, o documento oferece caminhos práticos para que o município possa agir.
“A gente conhece os problemas e tem um bom início de soluções para resolvê-los. É um produto muito completo, com foco na gestão do risco e em ações de prevenção. O objetivo é mitigar riscos, prevenir acidentes e salvar vidas”, afirmou.
Débora ressaltou ainda que, após a entrega técnica, a execução passa a ser responsabilidade do poder público municipal.
O coordenador da Defesa Civil de Paulista, Emerson Suami, reforçou que o plano será fundamental para a captação de recursos e execução de obras estruturantes.
“Com o Plano Municipal de Redução de Riscos, mapeado junto com o SGB, a gente vai captar recursos para fazer intervenções nas áreas identificadas. Estamos falando de contenção de encostas, drenagem e também ações relacionadas à erosão marinha. Isso facilita muito o trabalho da Defesa Civil, porque conseguimos atuar diretamente nas áreas classificadas como de risco alto e muito alto”, afirmou.
Ele destacou que algumas intervenções já estão em andamento, especialmente com a aproximação do período chuvoso.
“Já temos obras em execução no bairro da Mirueira, com recursos oriundos de 2012, sendo executados pela Secretaria de Infraestrutura. Também haverá uma obra importante na Rua Professor Antônio Teodósio Filho, com apoio do Governo do Estado. Estamos correndo atrás de novos recursos para ampliar essas ações”, pontuou.
A coordenadora-geral da Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, Luana Alves, ressaltou a importância dos recursos que estão chegando ao estado e ao município.
“Somente aqui em Pernambuco já são mais de 300 milhões de reais investidos em obras de contenção de encosta, que contemplam 12 municípios. Para Paulista, são mais de 40 milhões de reais em obras, por meio de repasses ao município ou ao Governo do Estado”, destacou.
Luana enfatizou ainda que o planejamento é essencial para garantir resultados efetivos.
“O Plano Municipal de Redução de Riscos é fundamental porque bons resultados de obra acontecem precedidos de boas etapas de planejamento. É importante que gestores públicos e a sociedade se apropriem dessas informações, saibam onde estão os setores de maior risco e direcionem melhor os recursos da política de prevenção de desastres”, explicou.
Com a apresentação do plano e a realização de audiência pública, que acontece nesta terça-feira (24), às 8h, no auditório do SENAI, em Arthur Lundgren I, a Prefeitura do Paulista avança no fortalecimento das políticas de prevenção, buscando reduzir riscos, ampliar investimentos e garantir mais segurança à população, especialmente nas áreas mais vulneráveis do município.
Fotos: João Gonçalves / SEI

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