16 de fevereiro de 2026

Pólo da Várzea recebe Silvério Pessoa e Cordel do Fogo Encantado no domingo de Carnaval

Atrações animaram o público presente que compareceu em grande número para curtir os shows

O Pólo da Várzea vem mantendo a tradição de proporcionar ótimos shows para o público que se desloca até o bairro em busca de festa e animação durante o Carnaval. Neste domingo (15), subiram ao palco os artistas Jáder, o projeto de China e Silvério Pessoa, o " La Ursa Elétrica" e fechando a noite Cordel do Fogo Encantado.

Aquecendo os foliões no início da noite, Jáder se apresentou fantasiado de zebra e mesclou o seu set com músicas próprias e canções já consagradas. "O meu primeiro disco saiu de uma pesquisa em cima do forró, que vou apresentar aqui pra vocês", disse.

A administradora Tássia Tabosa, 42 anos, foi ao pólo pela primeira vez e curtiu a ideia. "Eu vi a programação e achei interessante, com maracatus e outros shows. Eu aproveitei também porque moro perto, é mais cômodo, e adorei, aqui é bem família, muito tranquilo, crianças brincando, achei maravilhoso e pretendo vir nos próximos anos", disse.

Em seguida, Silvério e China levaram a sua "La Ursa Elétrica" para o palco, fazendo um trabalho que mescla frevos clássicos com músicas mais novas, com arranjos próprios e inovadores. Já de cara começaram com a música "Micróbio do Frevo", de Silvério, e enveredaram por canções como "Bom demais", "Ciranda de Maluco", "Sonífera Ilha", "Pagode Russo", "Hino do Elefante", "Samarina", de Edson Gomes, "Manguetown", encerrando com o Hino dos Batutas de São José e Voltei, Recife.

"Esse projeto originalmente sou eu, maestro Spok e China, e já tem uns 10 anos. Nessa edição eu consegui trazer China de São Paulo e somos eu e ele. São clássicos do Carnaval, novos compositores de uma forma contemporânea, jovial, que agrada a todas as gerações ", explicou Pessoa.

"Silvério tem um olho muito bom para essas coisas, de pegar esse repertório clássico de Frevo e trazer para a atualidade, e aí me chamou pra essa brincadeira e, não sei se vocês sabem, mas ele foi a primeira pessoa a me colocar pra cantar frevo na vida", confessou China.

O encerramento da noite ficou a cargo da banda Cordel do Fogo Encantado. Sempre carregando uma mística em suas apresentações, o grupo, como diz o nome, encanta as pessoas com rimas, versos e poesias declamadas. Lirinha, o vocalista, subiu ao palco e declamou o "Cordel Estradeiro", segurando um lampião. Em seguida, toda a banda se juntou para tocar diversos sucessos criados ao longo dos anos, como "No compasso da mãe natureza", "Poesia (ou tambores do vento que vem)", "Raiar ou o vingador da solidão", " Na veia", "Antes dos Mouros", "Pra cima deles passarinho", "Os oin", "Stanley", "Catingueira" , entre outros.

"Minha primeira escola artística foi a declamação de poesias, isso ainda criança na região do Pajeú. Eu sinto que a própria poesia tem essa característica de reinvenção, de se apresentar de uma forma nova, e eu tento trazer isso para o trabalho no Cordel do Fogo Encantado", explicou Lirinha.

O vocalista tem a habilidade de cativar a atenção do público com muita teatralidade no palco, e isso também é demonstrado nas apresentações de Carnaval. "O carnaval, esse momento coletivo que a gente vive, faz parte de muitas filosofias da nossa poesia. É o momento da catarse, da quebra das barreiras de diferenças sociais, um momento em que todo mundo se une para cantar um refrão, dançar juntos", disse.

Programação e outras informações - APP Conecta Recife ou https://carnaval.recife.pe.gov.br/

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