O Sindicato dos Professores Municipais do Paulista (SINPROP) expressa um forte desacordo com a decisão da Prefeitura que propõe o trabalho excedente não remunerado para os gestores da rede municipal, até o dia 30 de dezembro de 2023. A medida exige que as escolas do município passem a funcionar aos sábados, gerando preocupação e indignação entre os profissionais da educação.
De acordo com o sindicato, a rede municipal de ensino sofreu com vários déficits de aula, e por consequência os alunos não puderam vivenciar o ano letivo completo até o momento. “Vão colocar a equipe gestora para abrir a escola de segunda a sábado sem receber um centavo a mais, ninguém foi consultado sobre isso. O SINPROP solicita ao prefeito Yves Ribeiro e à Secretaria de Educação que perguntem aos gestores se essa situação é aprovada por eles, e caso seja que paguem o valor, todos precisam receber pelo trabalho dado de forma excedente, o que não pode acontecer é impor o trabalho e não pagar devidamente”, afirmou Gilberto Sabino, Presidente do SINPROP.
Gilberto ressalta que a decisão da prefeitura vai além de uma simples extensão do expediente escolar aos sábados. Ela implica em um aumento substancial das responsabilidades e carga de trabalho dos gestores escolares, sem oferecer qualquer forma de compensação financeira ou reconhecimento pelo esforço adicional que estão sendo solicitados a realizar. “Nós não estamos pedindo nada demais, solicitamos apenas o correto. O problema das aulas não foi causado pelos gestores, não é justo que eles tenham que pagar por isso. Já são muitas obrigações de segunda a sexta-feira, o mínimo que a prefeitura pode fazer é dar o devida compensação a todos”, finalizou Gilberto Sabino.
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