18 de janeiro de 2016

Aumento da passagem é decidido nesta segunda pelo Conselho Superior de Transporte Metropolitano

Os usuários de ônibus do Grande Recife saberão, nesta segunda-feira (18), quanto terão que desembolsar a mais para recorrer aos coletivos ao longo deste ano. Está marcada para as 8h, no Centro de Convenções, a reunião do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM) que definirá o percentual de aumento das tarifas, um ano após o último reajuste. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE) pretende propor 32%, o que elevaria o anel A, usado por 75% do público, de R$ 2,45 para R$ 3,25. Já o B passaria de R$ 3,35 para R$ 4,40. No mesmo horário em que os conselheiros estiverem decidindo, outra manifestação contra a medida, semelhante à da última sexta-feira, vai ocorrer, conforme a Frente de Luta pelo Transporte Público (FLTP). A caminhada terá concentração na Praça do Derby, mas o trajeto ainda não foi definido.

Além de protestos, o grupo tem feito panfletagem em terminais integrados, como os do Barro, da Macaxeira e de Joana Bezerra, na Capital. Os estudantes têm lembrado promessas da época da campanha eleitoral, como tarifa a R$ 2,15, bilhete único e integração temporal, para pressionar o Governo do Estado. Hoje, por meio de integrantes que também são componentes do CSTM, a FLTP pretende pedir acesso a planilhas financeiras com o intuito de contestar os argumentos das operadoras, que citam a defasagem histórica da tarifa em relação à média brasileira, que é de R$ 3,04. Entre as capitais, o Recife é a que tem a menor, além de um sistema metropolitano que permite longos deslocamentos com uma só passagem.

Na semana passada, com a repercussão negativa da proposta divulgada pela Urbana-PE, representantes do Grande Recife Consórcio de Transporte já haviam assegurado que o voto da gestão estadual seria contrário, mas não revelaram que índice vai ser apresentado. A explicação foi de que critérios técnicos, como a redução do número de passageiros e a alta dos combustíveis e do gasto com pessoal, com impactos expressivos nos últimos 12 meses, ainda estavam sendo estudados. O Governo tem cinco dos 24 assentos do CSTM. Nos últimos anos, o parâmetro para o realinhamento tarifário vinha sendo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou 2015 em 10,7%. A Secretaria das Cidades, contudo, não confirma se, desta vez, somente esse valor será levado em conta. Baseado nele, o anel A seria elevado a R$ 2,70.

Informações da Folha de Pernambuco

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