Por Bianca Pinho Alves
Dizem os mais antigos que na política 24 horas podem ser, na verdade, 24 anos. A ex-ministra Marina Silva provou a verdade dessa teoria. Em menos de um dia, conseguiu transformar as manchetes negativas dos jornais, muitas das quais atestando sua morte política, em uma das maiores viradas de mesa política da história deste país, como diria o Presidente Lula.
Marina provou a capacidade de uma mulher independente em transformar o cenário político, sem que, para isso, colocasse de lado seus ideais e a sua integridade. Em política, ter lado é algo fundamental e a escolha de Marina foi, sem dúvida, de uma mulher que se posiciona. O Governador Eduardo Campos ganhou a disputa entre tantos partidos que lhe abriram a porta, mas não de graça, e sim por tudo o que vem construindo.
Eduardo é o governador do Brasil que mais investiu na luta pela igualdade de gênero e pela colocação da mulher em evidência no cenário social. Essa forma de fazer política o coloca muito na frente daqueles que enxergam a mulher como figura secundária. Foi, possivelmente, esse espírito partidário que moveu Marina ao decidir pelo PSB, um partido comprometido com o socialismo, com a administração eficiente, com a democratização da democracia e tanto quanto pela causa da mulher.
E isso, por si só, o fato da mulher ter hoje esse peso político, já demonstra o grande caminho percorrido desde o início da luta do movimento feminista. Sem querer me arvorar de autoridade na discussão política (estou longe disso) o próximo embate eleitoral já trará uma enorme diferença.
Como mulher socialista, tenho hoje mais um motivo de orgulho pelo meu partido e seu comandante Eduardo Campos. Que Marina seja muito bem vinda. E que dias melhores, onde a gente possa fazer mais e bem feito cheguem logo.
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