Não é difícil encontrar políticas públicas que estimulem a agricultura familiar, porém os pequenos produtores queixam-se de problemas para acessá-los. “Existe incentivo, mas há dificuldade. O Governo oferece, mas do outro lado põe muitos obstáculos. Muitas vezes, ele coloca incentivo de empréstimo para que a gente possa trabalhar dentro da agricultura familiar, mas, quando vamos pegar, passamos por uma burocracia tão grande que o agricultor não consegue receber esse dinheiro”, queixa-se o secretário geral da Força Sindical, Fábio Porto.
Sobre o assunto, o secretário de Agricultura e Reforma Agrária de Pernambuco, Aldo Santos, explica que já há iniciativas que visam à facilitar o ingresso dos pequenos produtores nessas políticas. “Existe o acesso de forma direta, que são investimentos que fazemos em empreendimentos, agroindústria, construção de poços e barragens. E tem a burocracia do crédito, que é onde efetivamente os agricultores têm maior problema. A gente está agendando com bancos do Estado - temos chamado superintendentes dos bancos do Brasil, do Nordeste e Caixa, mais recentemente, para discutir uma parceria”, explica.
Conforme Aldo, a partir destas conversas é possível que haja uma facilitação deste acesso. “O que acontece é que as agências bancárias não têm ainda uma visão da dinâmica da agricultura familiar, como do comércio urbano. É preciso um debate”, esclarece. Enquanto não se chega a isto, o secretário afirma que o Governo do Estado tem buscado favorecer estes produtores. “Vamos pagar na ordem de R$ 7 milhões para agricultores inscritos no Garantia-safra. Além disso, temos todo investimento na extensão rural. No início, tínhamos 42 municipios com escritório do IPA e hoje já há em 180 municípios. A extensão em Pernambuco permitiu que a gente chegasse a atender cerca de 70 mil trabalhadores agrícolas. A nossa meta é conseguir chegar aos 180 mil agricultores”, estima Aldo Santos.
Via Folha de Pernambuco
Nenhum comentário:
Postar um comentário