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16 de janeiro de 2013

Em Paulista, Obra é paralisada pelo CPRH

Equipe técnica da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) embargou, ontem (14), as obras em dois lotes na rua Trajano Fonseca de Albuquerque, no município do Paulista, Zona Norte do Grande Recife, onde o manguezal do rio Timbó estava sendo aterrado. Além do aterro, foi construído um muro de alvenaria no solo do mangue.


“Nós paralisamos as obras em dois lotes: em um, o manguezal estava aterrado. Em outro lote, identificamos a construção de um muro, totalmente irregular. Aplicamos autos de infração contra os proprietários dos terrenos. Um deles está obrigado a retirar o material usado para aterrar o manguezal e recuperar a área. O outro, a recuar o muro para fora da área do manguezal”, explica o chefe do setor de Fiscalização Florestal da CPRH, Thiago Lima. O manguezal é considerado um berçário natural para várias espécies e só pode ser aterrado mediante lei específica que defina a área como sendo de utilidade pública ou de interesse social. “É importante salientar também outro fator de importância do manguezal, que é o de reter matérias orgânicas e poluentes, como metais pesados. Aterrar os manguezais é ir de encontro a tudo isso”, argumenta Lima.

Denúncias contra desmatamento e aterro de mangue e outras agressões ambientais devem ser feitas à CPRH através da Ouvidoria Ambiental (ouvidoriaambiental@cprh.pe.gov.br, 3182 8923) ou diretamente na sede do órgão, localizada à rua Santana, 37, no bairro de Casa Forte, Recife.

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