29 de novembro de 2012

Gestão estratégica de pessoas

Desligamento nas empresas 

Entende-se por desligamento o afastamento de um funcionário do quadro de pessoal de qualquer empresa ou organização, que pode ocorrer por diferentes motivos: podendo ser por morte, aposentadoria, demissão pedida ou pela empresa. 

Há tempos atrás tínhamos uma concorrência moderada e até amigável, e as demissões geralmente ocorriam por falta de competência, integridade, honestidade, entre outros. Do outro lado o pedido de demissões geralmente tinha as seguintes razoes: busca de melhor remuneração e desenvolvimento, melhor ambiente de trabalho e relações interpessoais e etc. 

Os anos 90 trouxeram a globalização e a concorrência, redução do ganho inflacionário, era informatizada, muita coisa nova e seguinte conclusão: menos pessoas devem produzir mais e melhor a menores custos. Com isso a multa de decisão sem justa causa não traz impedimento ao crescimento do número de desligamento, e turnover (rotatividade dos funcionários) alto é um mal necessário. 

Nos dias atuais não há mais segurança no emprego porque as mudanças de contexto empresarial ocorrem a cada momento. Empresas são compradas, fundidas, mudam de diretorias, troçam-se chefes e ai por diante. Diante desse panorama o setor de recursos humanos se auto de valoriza e precisa proceder com racionalidade, economia e coragem no momento de demitir funcionários de seus quadros, mas a cada dia adicionam um toque de humanidade a esses processos. 

É preciso lembrar que as demissões devem, sempre que possível, levar em considerações particularidades de cada pessoa, algumas praticas adotadas por empresas poderiam ser evitadas, como: demissão daquele que tem um doente terminal na família, o que acabou de casar ou comprou um carro ou uma casa, mudar-se também a rotineira demissão na sexta-feira após o expediente, deixando o funcionário em estado de choque nos dois dias do final de semana e só retomando o cotidiano na semana seguinte. O que não se bote evitar talvez se possa postergar. 

Concluindo nosso artigo hoje, é oportuno recordar que a entrada e saída de pessoas nas empresas são necessárias para oxigenar o sangue empresarial, e essa dinâmica é normal no contexto empresarial moderno. Por isso é preciso que o setor de recursos humanos esteja preparado para administrar com eficiência e eficácia esses processos, conduzindo de acordo com os interesses da empresa, mas com humanidade e respeito á dignidade das pessoas. 

A saga do demitido 

Foi numa sexta-feira ao final do expediente 
Que a secretaria avisou: O diretor o chama, é urgente! 
Pensei logo no plano de metas pro ano que vem. 
Na certa é o aplauso do chefe, pra quem trabalhou tão bem. 
O diretor, educado, Com um café me brindou, 
Mas foi direto ao assunto: Seu tempo conosco acabou! 
Lamentou profundamente, mas nada podia fazer: 
A decisão vem de cima, Só me resta obedecer! 
Voltei pra minha sala, nem sei como lá cheguei 
E com medo, magoa e raiva, sentei na cadeira e chorei! 
Passado o 1º choque, Pouco a pouco revivi 
E sozinho com minha dor sobre tudo refleti. 
Prata da casa eu me via, há quinze anos ou mais, 
Uma carreira ascendente, dos melhores profissionais. 
Foi quando então a empresa, pela consultoria 
Trouxe em muito má hora, a tal reengenharia. 
Funções foram extintas,o organograma encolheu, 
Os processos mudaram e a burocracia morreu. 
Os salários mais altos e os cargos gerenciais, 
Muitos foram pra rua, tudo sem volta, jamais! 
Agora ta eu demitido por culpa, é claro da empresa 
que nunca me cobrou nada e me fez uma tal surpresa. 
E fui refletindo, pensando, ate que afinal me ocorreu 
Foi só a empresa culpada ou culpado fui também eu? 
Será que foi o inglês do qual nunca quis saber 
Que limitou minhas chances e o emprego me fez perder? 
Ou terá sido o desprezo, medo, quase pavor, 
Daquela maquina burra, chamada computador? 
E os cursos oferecidos dos quais sempre escapei? 
Seria por falta deles que na rua acabei? 
Não, razão maior do que todas, foi a simples constatação 
De que fiquei no passado. Fugi da renovação. 
Somos ambos culpados, a empresa assim como eu, 
Por não evitar a tempo o que afinal ocorreu. 
Enfim, agora é tarde, não há mais o que fazer. 
É levantar a cabeça e continuar a viver. 
Vou contar com a família, que saberá me ajudar. 
E partirei em busca de ao sol um melhor lugar. 
E ao terminar estes versos da saga do demitido 
Ofereço dois simples conselhos que, espero, façam sentido. 
A você, executivo, com toda a sinceridade, 
Mantenha sempre no alto sua empregabilidade. 
E pra você, ô, empresa me cabe recomendar: 
Acompanhe de perto seu time pra não ter que dispensar. 
Laert leite cordeiro, 1996. 

KENNYO MIGUEL 
Administrador de empresas 
Especialista em gestão de pessoas

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