Atualmente, a discussão sobre a população negra no Brasil ganha cada vez mais o olhar da sociedade como um todo, pois hoje, segundo o Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os negros são a maioria da população brasileira.
Os dados são do último Censo Demográfico (2010): de uma população estimada em 191 milhões de habitantes, 15 milhões se classificaram como pretos (7,6%), e 82 milhões, como pardos (43,1%). Ou seja, a população declarada negra (pretos e pardos) é de 50,7% do total.
Se, por um lado, algumas conquistas —como a Lei 10.639, de 09 de janeiro de 2003, que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e a sanção da Lei de Cotas— aparecem como resposta à luta dos diversos movimentos ligados à causa negra, por outro lado, o Relatório Anual das Desigualdades Raciais 2009-2010 apresenta dados em que os negros e pardos estão mais vulneráveis em relação à segurança alimentar, possuem maior defasagem escolar e recebem menor número de aposentadorias e pensões da Previdência Social, para citar alguns dos itens que compõem o documento.
Até em relação ao acesso à Justiça, os negros aparecem em desvantagem em relação aos brancos, segundo o relatório. No documento, a maioria dos processos por crime de racismo julgados nos Tribunais Regionais de Trabalho (TRTs) é vencida pelo réu da ação, não pela vítima. Diante desse cenário , o Shopping News procurou algumas personalidades ligadas à questão do negro do Brasil para comentarem as conquistas e as lutas nesses quase 10 anos de implantação da Lei e para falarem sobre a importância e o impacto do Dia da Consciência Negra na sociedade brasileira.
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