Depois do primeiro "round" de conversas com representantes de partidos da base aliada, a presidente Dilma Rousseff vai retomar os encontros com lideranças de partidos como o PTB, PC do B e PDT.
De olho na reeleição em 2014, Dilma precisa de uma base coesa, em especial no Congresso, para aprovar os projetos de interesse governo. Ela já jantou e almoçou com lideranças do PMDB, PT, PSB, PSD e PP. A viagem da presidente para a Espanha, contudo, interrompeu a sequência de jantares e almoço com os aliados.
"Ela fez um primeiro 'round' importante e agora, depois da viagem, certamente vai continuar conversando. Esse final de ano para nós é muito importante", afirmou o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República) na manhã desta terça-feira (20).
O ministro acredita que 2013 "será o melhor dos nossos anos" porque os principais projetos do governo vão estar maduros o suficiente para entrar em ação.
Para colocar projetos e planos de governo na rua, contudo, Dilma precisa do apoio do Congresso. O primeiro passo da presidente foi reafirmar o compromisso firmado com o PMDB para que a legenda presida a Câmara e o Senado em 2013-2014. O partido aposta nas eleições do deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que renunciou ao cargo em 2007 para escapar do processo de quebra de decoro parlamentar.
"Evidentemente que o acordo político, a integração política, a facilidade com que os processos se desenvolvam no Legislativo é muito importante para a gente. Essa é a razão da preocupação da presidente em ter muita harmonia com a base aliada para que nada torne obstáculo a esse propósito nosso de fazer acelerar o trabalho do governo", disse Gilberto Carvalho.
Por ora, apenas o PR deve ficar de fora. A presidente não se esqueceu da pressão do PR no início deste ano para trocar o comando do Ministério dos Transportes. Na ocasião, Dilma recusou a indicação de nomes do partido e, desde então, as relações entre lideranças do PR e o governo estão estremecidas.


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