Tal qual no Recife, a eleição municipal em Paulista foi bastante acirrada, sobretudo no que diz respeito a polarização entre as candidaturas do PT e PSB, representadas, respectivamente, pelo deputado Sérgio Leite e o vereador e prefeito eleito Júnior Matuto. A campanha foi pautada pela troca de acusações até por denúncias de suposto uso da máquina em favor do socialista. O clima entre os postulantes chegou a tal ponto que muitos já vislumbravam um rompimento definitivo entre os dois partidos, após o pleito. Contudo, passados cinco dias da abertura das urnas, setores do PT já admitem uma aproximação com o gestor vencedor. O discurso empregado, neste caso, mira na questão do desenvolvimento da cidade, atrelado ao fato de a legenda ainda pertencer à base do governador Eduardo Campos (PSB).
Para o dirigente municipal do PT em Paulista, Aluízio Camilo – que disputou uma das vagas na Câmara de Vereadores e ficou na primeira suplência – não há dificuldades de o PT vir a se incorporar ao futuro governo de Júnior Matuto. Para a eleição, o socialista montou um leque de apoio com 14 partidos, mas sem o PT. O petista assegura que não há problema em dialogar com o futuro gestor, haja vista de os dois partidos militarem no mesmo campo e serem das bases dos governos Eduardo e Dilma Rousseff (PT). O empecilho, de acordo com informações de bastidores, seria o grupo ligado ao deputado Sérgio Leite, derrotado nas urnas, que, supostamente, não se dobraria a uma aliança com o oponente.
“Não vejo dificuldade de isso acontecer (de o PT ir para o governo). O PT está no mesmo campo de aliança do governador e da presidente Dilma. Programaticamente, não há diferenças entre os dois partidos. Como dirigente municipal, digo que temos todas as possibilidades de dialogar com o futuro prefeito”, assinalou Aluízio Camilo, em conversa com o Blog. Segundo o petista, a tentativa de aproximação com o PSB de Paulista não significa, necessariamente, na ocupação de algum cargo na estrutura municipal. “Isso vai ficar a cargo do prefeito. O PT tem que definir com quem conversar para governar, mas indicação tem que partir do prefeito”, acrescentou.
Embora não haja nenhum acordo fechado, internamente o PT, caso tenha uma chance no governo Matuto, planeja indicar o vereador eleito Fábio Barros (PT). Dessa forma, abriria-se uma vaga no Legislativo, sendo Aluízio Camilo o primeiro suplente. O dirigente municipal revelou que, até o momento, a direção municipal não se reuniu para tratar do tema. Em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, o socialista não barrou a possibilidade de os petistas – embora tenham disputado contra – virem a participar da gestão. Contudo, a acomodação passará pelo crivo do “enxugamento” da máquina pública que o prefeito eleito garantiu fazer. Procurado pelo Blog, o deputado Sérgio Leite não atendeu e nem retornou às ligações.
Fonte: Blog da Folha
Fonte: Blog da Folha
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