Os cinco blocos do conjunto Residencial Jardim da Praia, na Rua Professor Diógenes Fernades Távora, em Jardim Fragoso, Olinda, Grande Recife, foram invadidos em julho do ano passado por 158 famílias integrantes do Movimento de Luta pelo Teto (MLT) e desocupados dois meses depois. Após a retirada das pessoas, o cenário de abandono se agravou. Na área do condomínio, a vegetação crescida toma conta da entrada e a piscina acumula lixo e água suja. Sofás deixados pelos antigos moradores ficaram acumulados nas garagens e servem ao uso dos cinco vigias plantonistas.
Há 18 anos desocupado e invadido duas vezes, mesmo com o vigia dentro, o edifício Alfredo Lopes, na Rua Antônio Martiano de Barros, é mais um na lista dos prédios interditados no bairro. Uma moradora de um prédio vizinho, que não quis se identificar, conta que o abandono dos prédios prejudica os outros moradores. "Esses prédios estão prejudicando a gente. É muita muriçoca. Vem gente de todo tipo. Isso ajuda a desvalorizar o local", diz.
A opinião do professor Antônio Gomes, 37 anos, proprietário de um apartamento na mesma rua, é semelhante. “O problema é que nem desapropriam nem derrubam. Não resolvem a situação dos prédios e ficam gastando desnecessariamente com vigilantes”, afirma. Segundo a seguradora, grande parte desses edifícios são objeto de ação na Justiça o que impederia a tomada de qualquer providência em relação à recuperação.
Em julho passado, foi a vez do Edifício Ana Amélia, no mesmo bairro, ser interditado. O prédio caixão começou a apresentar rachaduras e as 12 famílias que lá viviam abandonaram o local antes mesmo que fossem solicitados. À época, a Caixa Econômica Federal divulgou nota de esclarecimento aos moradores do prédio, informando que as famílias desalojadas receberiam ressarcimento relativo à perda dos imóveis. Em Jardim Fragoso, dois prédios, o edifício Éricka e o Enseada de Serrambi, do mesmo tipo, desabaram em 1999, resultando na morte de 11 pessoas.
Em 2010, convênio firmado entre os governos Federal, Estadual e prefeituras de cinco municípios da Região Metropolitana – Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Paulista e Camaragibe – prometeu recuperar 340 dos quase seis mil prédios do tipo caixão com risco de desabamento, o que significa menos de 10% dos imóveis. A verba destinada seria de R$ 215,4 milhões.
Há 18 anos desocupado e invadido duas vezes, mesmo com o vigia dentro, o edifício Alfredo Lopes, na Rua Antônio Martiano de Barros, é mais um na lista dos prédios interditados no bairro. Uma moradora de um prédio vizinho, que não quis se identificar, conta que o abandono dos prédios prejudica os outros moradores. "Esses prédios estão prejudicando a gente. É muita muriçoca. Vem gente de todo tipo. Isso ajuda a desvalorizar o local", diz.
A opinião do professor Antônio Gomes, 37 anos, proprietário de um apartamento na mesma rua, é semelhante. “O problema é que nem desapropriam nem derrubam. Não resolvem a situação dos prédios e ficam gastando desnecessariamente com vigilantes”, afirma. Segundo a seguradora, grande parte desses edifícios são objeto de ação na Justiça o que impederia a tomada de qualquer providência em relação à recuperação.
Em julho passado, foi a vez do Edifício Ana Amélia, no mesmo bairro, ser interditado. O prédio caixão começou a apresentar rachaduras e as 12 famílias que lá viviam abandonaram o local antes mesmo que fossem solicitados. À época, a Caixa Econômica Federal divulgou nota de esclarecimento aos moradores do prédio, informando que as famílias desalojadas receberiam ressarcimento relativo à perda dos imóveis. Em Jardim Fragoso, dois prédios, o edifício Éricka e o Enseada de Serrambi, do mesmo tipo, desabaram em 1999, resultando na morte de 11 pessoas.
Em 2010, convênio firmado entre os governos Federal, Estadual e prefeituras de cinco municípios da Região Metropolitana – Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Paulista e Camaragibe – prometeu recuperar 340 dos quase seis mil prédios do tipo caixão com risco de desabamento, o que significa menos de 10% dos imóveis. A verba destinada seria de R$ 215,4 milhões.
Vanessa Araújo Especial para o NE10
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