O PT não levou a sério quando o ministro da Integração, Fernando Bezerra Coelho, ameaçou convencer o PSB a ter candidato próprio no Recife se abrigasse o deputado Odacy Amorim em seus quadros. A ameaça se transformou não só em algo muito real, mas em pesadelo para o PT, porque chegou a se concretizar num exocet, o míssil mais devastador da face da terra. FBC, para o PT, é como um exocet, que tem um poder de destruição seis vezes maior do que a bomba atômica de Hiroshima.
Não é aconselhável enfrentar um adversário com o poder de destruição como FBC, sobretudo com seus canhões abastecidos pela munição do governador Eduardo Campos. Ao transferir o seu domicílio eleitoral para o Recife, o ministro mandou dizer ao PT que está pronto para a guerra.
Conflito, aliás, lançado pelos petistas quando começaram a se espalhar pela Região Metropolitana e principais colégios eleitorais. Em política, para toda ação existe uma reação. O PT não colocou Pedro Eugênio em Ipojuca, Fernando Ferro no Cabo, Sérgio Leite em Paulista, Odacy Amorim em Petrolina e fechou dobradinha com Renildo Calheiros em Olinda de graça.
A ganância que move o petismo é o Palácio do Campo das Princesas. E sem discrição. Na entrevista que o senador Humberto Costa deu, ontem, ao JC, em nenhum momento citou o governador Eduardo Campos como o arquiteto do embate sucessório de 2014, o que deixa claro que o PT quer a sua independência.
Se o jogo é para ser jogado assim, o PSB, com Fernando na disputa pela Prefeitura do Recife, passa a desafiar os petistas ensaiando aquela musiquinha de Erasmo e Roberto Carlos, cujo refrão é conhecido de todos dos anos 60: “Pode vir quente que estou fervendo”.
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